OPINIÃO
Fique em casa, a economia a gente vê depois
Monday, 31 de October de 2022
Com esse slogan sugestivo, mas antagônico, um determinado grupo hegemônico de pessoas poderosas planejou arruinar a economia, então pujante, do país em nome de uma crise sanitária, supostamente considerada pandemia, já antecedendo, claramente as eleições, que agora vivemos.
Não é meu objetivo entrar no controverso episódio da tal fraudemia, digo, pandemia, por esse motivo me abstenho de falar sobre o assunto em seu mérito. Meu objetivo aqui é outro, embora conste algumas referências ao triste episódio.
O slogan referenciado, usado para legitimar a totalitária campanha de loockdown em inglês, confinamento, em português, obteve amplo sucesso midiático, embora tenha sofrido resistência de uma pequena parcela de pessoas sensatas que compreenderam que um confinamento irracional geraria desemprego, que o desemprego geraria fome e que a fome também mata, entretanto, se a economia seria vista depois, a fome também, o que realmente importava naquele momento era o objetivo final, as eleições 2022.
Em que pese o ferrenho debate entre a sensatez e a irracionalidade, ações totalitárias foram desencadeadas no território pátrio, médicos foram silenciados em nome da “çiênssia” cientistas foram caçados e o cidadão, convenientemente convencido.
A tirania escancarada, noticiada, mesmo que superficialmente ficou indelével na nossa memória, desenhando-se aí uma sombria realidade de que é sim possível controlar a população. A semente lançada germinou, o medo se tornou um poderoso aliado, o cenário se mostrou muito favorável a ações que estavam por vir, tudo silenciosa e ardilosamente preparado.
A partir desses perigosos precedentes, perfeitamente adaptados pela população e pelas instituições, o país passou a ser governado por sentenças judiciais que surgiram como apaziguadoras de litígios “politiqueiros”, onde a polarização ganhou mais forma e a oposição corpo.
Verdadeiro gigantismo político se estabeleceu no Brasil, uma oposição raivosa e irracional preponderou sobre os interesses nacionais subjugando a população aos seus desejos, amparados por sentenças as mais diversas, incluindo aí, atropelos a regras pétreas da Carta Magna.
Liberdade de expressão, liberdade de imprensa e de opinião serão garantidas em caso de atender aos interesses de determinado grupo, caso não atendam, serão sumariamente suspensos ou cassadas.
A partir do momento em que comentaristas políticos são silenciados por expressar seu comentário, decretado está que vivemos um estado de exceção. Vale lembrar que comentários são opiniões, opiniões foram consagradas na Carta de 88, a tal Constituição Cidadã.
Por outro lado, a semente do autoritarismo, que nutre aquele grupo hegemônico abastado e poderoso, depois de germinar, floresceu, ganhou adeptos e defensores que ainda não visualizaram que o mal é reflexivo, atende perfeitamente a segunda Lei de Newton.
Por fim, a volúpia e a sede pelo poder são avassaladoras, não tem limites e consequências, os fins, mais do que nunca, justificam os meios.
Baseando na teoria “Barrosiana”, de que eleição não se vence, mas se toma, cabe perfeitamente uma paródia verossímil do slogan título: “Tome-se a eleição, a vontade popular, a gente vê depois.”
Paz e Luz.
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